Tema inspirado no contemplativo filme "Gerry" (2002) do realizador Gus Van Sant. Neste filme, os dois únicos protagonistas chamam-se... Gerry.
terça-feira, 19 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Kubik e os posters de cinema
Este é o próximo projecto (e desafio) de Kubik: musicar ao vivo 200 posters clássicos de cinema! Vai ser no Festival alentejano "Escrita na Paisagem", na primeira semana de Agosto em quatro diferentes localidades. O projecto intitula-se "Movie Posters" e passa por fazer a música para 8 géneros/categorias cinematográficas diferentes: Guerra, Comédia, Terror, Noir, Western, Ficção Científica, Mudo e Saul Bass (designer de posters).
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O Kubo de Kubik
O kubo de Kubik
Por António Pires, Jornal i em 30 de Junho de 2011
Na sequência do boom do rock português, muitos dos seus protagonistas abandonaram o rock para se dedicar a outras músicas: o jazz de vanguarda, o experimentalismo, o namoro com linguagens próximas da música erudita contemporânea. Umas vezes com melhores, outras com piores resultados, músicos influentes do rock de toda a década de 80, como Vítor Rua (GNR), Nuno Rebelo (Mler Ife Dada), Rafael Toral (Pop Dell''Arte) ou Marco Franco (Braindead), embarcaram em novas e para eles mais excitantes viagens.
Outro caso exemplar desta tendência deu-se (e dá-se!) com Victor Afonso, músico da Guarda que no final dessa década formou o grupo rock Nihil Aut Mors, mas que, anos depois e já dentro do novo século, iniciou em "Oblique Musique" (2001) uma trilogia que - com passagem por "Metamorphosis" (2005) - encerra agora com a edição de "Psicotic Jazz Hall".
Um álbum - diga-se desde já e sem rodeios! - absolutamente fabuloso, que poderia ter sido editado pela Tzadik, de John Zorn, mas que também fica muitíssimo muito bem no ramalhete de edições do... Teatro Municipal da Guarda. E sim, é jazz, se o entendermos como swing futurista, doo-wop esquizofrénico, be-bop electrónico.
Mas também é muitas outras coisas: fat-funk, Zappa, psicadelismo, noise, Zorn, chill-out e ambient (mas ambos com fórmula original anti-insónias!), Eno/Byrne, pozinhos arábicos e afro-beat... Bem podia haver um quarto e assim fechar-se o kubo de Kubik.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Crítica ao disco no Diário Digital
Kubik - "Psicotic Jazz Hall" (Ed. TMG)
Por Davide Pinheiro
1 de Julho 2011
Por Davide Pinheiro
1 de Julho 2011
"Kubik conclui uma trilogia de dez anos com uma colecção de curtas sonoras que juntas constroem uma narrativa minuciosa e de grande rigor sonoro. Há muito que Kubik (o realizador de sons que dá pelo nome real de Victor Afonso) constrói pontes entre o cinema e a música. E ainda que nunca tenha escrito uma banda sonora oficial, «Psicotic Jazz Hall» representa nova investida num universo imagético virtual cuja narrativa não necessita de argumento.
Seis anos depois de «Metamorphosia» e uma dezena do injustamente esquecido «Oblique Musique», é concluída uma trilogia composta sem pressas e à medida de um compositor diletante que se dispensa da pressão das grandes produções e dos centros nevrálgicos decisores.
Talvez por isso, «Psicotic Jazz Hall» se permita a um detalhe tão infinito e preciso, como o mais preciso dos relógios suiços. Cada audição é uma descoberta permanente de sons que se escondem e a cada uma delas revela-se um novo sentido nesta construção perfeccionista de um puzzle com peças de outros.
Inspirado no quase-homónimo «Psicotic Music Hall», de Pascal Comelade, esta colecção de curtas-metragens musicadas funcionam como um filme em que mais do que realizador, Kubik é um supervisor que pega em fitas antigas e as ressuscita. Se todo o cinema português marginal fosse assim, as críticas à subsidiodependência seriam infundadas."
quarta-feira, 29 de junho de 2011
"Come and See" - Kubik
Come and See - Kubik by Victor Afonso - Kubik
Tema inspirado no filme "Come and See" (1985) de Elem Klimov. Um poderoso e sugestivo filme sobre a 2ª Guerra Mundial.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Kubik, da Guarda, é o projecto de Victor Afonso que já conta com mais de uma década de actividade, de distinto e qualitativo trabalho, reconhecido tanto pela crítica nacional e reforçado pelos prémios que tem vencido. “Psicotic Jazz Hall”, o novo disco, encerra uma trilogia iniciada, em 2001, com “Oblique Musique” e seguida por “Metamorphosia” (2005), consolidando Kubik como um dos projectos nacionais da sua área musical (que não nos atrevemos a classificar para além de "música") que, infelizmente, por não ter uma grande máquina de apoio de divulgação, como acontece com artistas que se encontram em grandes editoras, a sua supreendente obra, para a maioria, é desconhecida.
Nesta década, Kubik tem colaborado e tido a colaboração de diversos artistas portugueses, como as que ocorreram em "Metamorphosia" com Adolfo Luxúria Canibal e Old Jerusalem, entre outros. Kubik tem também aproveitado sempre outras oportunidades como criar música orignal, para teatro e cinema, e interpretá-la, por exemplo. É com muito gosto que temos a honra de ter, este mês, um exclusivo para a Music Alliance Pact, o tema "Shina-Kak", (com a colaboração vocal de de Kenji Siratori) , que faz parte do novo “Psicotic Jazz Hall”, editado no início deste mês."
Nesta década, Kubik tem colaborado e tido a colaboração de diversos artistas portugueses, como as que ocorreram em "Metamorphosia" com Adolfo Luxúria Canibal e Old Jerusalem, entre outros. Kubik tem também aproveitado sempre outras oportunidades como criar música orignal, para teatro e cinema, e interpretá-la, por exemplo. É com muito gosto que temos a honra de ter, este mês, um exclusivo para a Music Alliance Pact, o tema "Shina-Kak", (com a colaboração vocal de de Kenji Siratori) , que faz parte do novo “Psicotic Jazz Hall”, editado no início deste mês."
Do blog "Posso ouvir Um Disco?"
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Tema de "Psicotic Jazz Hall"
Este tema foi inspirado após a leitura do livro "Sonderkommando" de Shlomo Venezia, um judeu sobrevivente do Holocausto e do campo de extermínio de Auschwitz. É uma pequena homenagem em honra deste homem que vive ainda com as terríveis memórias do horror nazi.
Kubik - Shlomo Venezia is Not Dead Yet by Victor Afonso - Kubik
Kubik em compilação internacional


BREVE DESCRIÇÃO: Músicos de Portugal, Hong Kong e Macau voltam a reunir-se para um novo lançamento do projecto T(H)REE, desta vez em formato EP digital.
T(H)REE é um projecto musical não lucrativo, que junta músicos contemporâneos de Portugal, e de vários países asiáticos. A ideia surge não só com o compromisso de materializar esse encontro de culturas mas também o desejo premente de incentivar a produção musical local, levando-a para longe das suas fronteiras, chegando a territórios distantes, dando forma e início a novos contactos musicais e culturais que, de outra forma, nunca teriam lugar.
"One Point Five" traz-nos um conjunto de novas musicalidades que servem de complemento ao álbum T(H)REE vol 1, lançado em 2011. Banda sonora perfeita para uma viagem entre a natureza e a cidade, entre a música tradicional e o ruidoso frenesim das grandes metropoles. Entre a Ásia e Portugal.
T(H)REE é um projecto musical não lucrativo, que junta músicos contemporâneos de Portugal, e de vários países asiáticos. A ideia surge não só com o compromisso de materializar esse encontro de culturas mas também o desejo premente de incentivar a produção musical local, levando-a para longe das suas fronteiras, chegando a territórios distantes, dando forma e início a novos contactos musicais e culturais que, de outra forma, nunca teriam lugar.
"One Point Five" traz-nos um conjunto de novas musicalidades que servem de complemento ao álbum T(H)REE vol 1, lançado em 2011. Banda sonora perfeita para uma viagem entre a natureza e a cidade, entre a música tradicional e o ruidoso frenesim das grandes metropoles. Entre a Ásia e Portugal.
terça-feira, 7 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Crítica de Rui Eduardo Paes
Kubik é o músico que tem o idioma musical no título que vem de mais longe – aquilo que podia ser tomado como formalismo não o é, afinal. A sampling music de Kubik tem outras coordenadas, as da pop instrumental e das músicas de dança eletrónicas, surgindo neste CD o jazz como motivo linguístico passível de adulteração.
Para complicar as coisas, Victor Afonso vem de um percurso como guitarrista improvisador mais ou menos conotado com os jazzes, depois de ter militado numa banda pós-Joy Division que cantava em Latim (!), Nihil Aut Mors.
Kubik pega em sintagmas rítmicos do funk-jazz para lhes dar uma leitura jungle, envolvendo-os por um orquestralismo samplado onde até cabem as palavras e a voz ghost-in-the-machine do mais pirado dos escritores cyber-punk, Kenji Siratori. Kubik parte do slapping ou do walking de baixo e dos downbeats de bateria dos Seventies para inventar um mundo virtual futurista.
Kubik revisita os clubes onde o Four Roses desinibe o apalpão e o enrolar das línguas para forjar um equivalente no Second Life.
Rui Eduardo Paes, in Blog Bitaites
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A crítica na íntegra aqui.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Kubik - Videoclip "I Think I Am..."
Depois de "Shina-Kak", eis o segundo videoclip com base num tema do álbum "Psicotic Jazz Hall" (recentemente editado) de Kubik.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Fotografias do concerto de apresentação do disco "Psicotic Jazz Hall" de Kubik, no dia 14 de Maio de 2011, no Teatro Municipal da Guarda.

Fotografias: Armando Neves / TMG
Disco já disponível neste link e a partir de Junho no circuito comercial.
domingo, 15 de maio de 2011
Kubik em Paredes de Coura em... 1998!
Este foi o primeiro concerto do projecto Kubik: Festival de Paredes de Coura, 16 de Agosto de 1998, no palco secundário "Deixe de Ser Duro de Ouvido".
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
"Psicotic Jazz Hall" - Primeira crítica
"O percurso musical de Victor Afonso, nos seus quase vinte anos de longevidade, é uma das histórias de maior criatividade e diversidade da que a música portuguesa moderna teve o prazer de conhecer. Das compilações aos discos de originais, da memorável banda sonora original Guarda: A Memória das Coisas às apresentações ao vivo e aos filmes mudos com música original, Victor Afonso foi construindo um corpo de trabalho sem cedências artísticas de qualquer espécie, vanguardista e fusionista no melhor significado possível da palavra. Um trabalho que parte da música electrónica para se abeirar do noise, do jazz, da world music, da pop mais permeável e de tudo o mais que se atravesse no caminho; fluentemente experimental, amigo do sampling, aberto ao mundo.
O seu novo disco (e neste caso “novo” adquire todo um novo contexto), Psicotic Jazz Hall, que fecha a trilogia de álbuns começada por Oblique Musique (2001) e continuada por Metamorphosia (2005), é, quando julgávamos já impossível ir mais além, um constante abrir da palete sonora para deleite dos melómanos mais exigentes. Não é à toa que Mike Patton, mestre do baralha e volta a dar, viu em Victor Afonso um talento que transborda fronteiras. Está nos genes de Victor Afonso reinventar-se a cada vez que mostra novo trabalho. E Psicotic Jazz Hall não é excepção. Os treze temas que compõem este novo disco revelam uma complexidade que não é novidade, um cuidado com os pormenores que é apanágio de Kubik. E sempre que o imenso turbilhão de ideias e recursos encontra um aparente beco sem saída, Victor Afonso descobre uma forma de escapar em classe e em estilo.
O jazz é a matriz principal deste trabalho mas a fragmentação habitual leva esta viagem para outras esferas: que o groove de “Shina-Kak” desapareça já se isto é mentira. Como se Victor Afonso pegasse em toda a boa música do mundo, a desfizesse em estilhaços e depois, subversivamente, a voltasse a reconstruir: é assim que soa Psicotic Jazz Hall, um disco cujo título remete para o título de um álbum do francês Pascal Comelade que, como Victor Afonso, se serve de uma certa bizarria a seu bel-prazer. Da Guarda para o mundo, Victor Afonso volta a assinar um disco com atributos visíveis a partir de outros planetas mas para ser consumido com toda a humanidade."
André Gomes (in BIS/TMG - Abril - Junho 2011)
Tema de apresentação de "Psicotic Jazz Hall"
Tema "Shina-Kak", retirado do novo álbum de KUBIK, "Psicotic Jazz Hall" a editar no dia 14 de Maio pelo Teatro Municipal da Guarda. Participação especial na voz de Kenji Siratori.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Kubik - Notas de imprensa
Press Release:
“Kubik, o cientista de sons, o visionário tranquilo que faz electrónica futurista a partir da Guarda. Música como estilhaços, recontextualização, imagética, dadaísmo, surrealismo, MontyPythonismo. Free Jazz para o século XXII. Prog para o século XXII. Liberdade para o século XXII” – João Bonifácio (Público)
“Victor Afonso do projecto Kubik é um dos poucos músicos portugueses que pretende e consegue romper os limites que a música, por vezes, parece pressupor” – André Tiago Gomes (Mondo Bizarre)
“Kubik, juntamente com o álbum ‘Oblique Musique’ - o melhor disco nacional de electrónica de 2001 - escancarou meia dúzia de janelas sobre a paisagem surreal-electrónica nacional. Com ‘Metamorphosia’ torna-se num disco de culto da música portuguesa”- João Lisboa (Expresso)
“A música Kubik é de absoluta liberdade, criatividade esfuziante, com colagens improváveis de sons e, claro, de difícil catalogação, que tanto pode agradar à tribo da electrónica experimental e da pop alternativa como aos amantes da música contemporânea sem concessões.” - Pedro Dias de Almeida (Visão)
“Kubik assume-se como um exímio chefe de orquestra num magnífico álbum de estreia que entra, sem dificuldade, para o quadro de honra da música portuguesa.” – Jorge Manuel Lopes (BLITZ)
“Kubik is an amazing artist. He is moving into a special and particular universe. He has a fantastic records and a fantastic music… He’s a monster!” - Mike Patton (Faith No More, Fantômas)
“Kubik é um notável reciclador de música. E tem um dos microcosmos mais ricos da música moderna portuguesa.”- Manuel Halpern (Jornal de Letras)
“A metamorfose musical do universo de Kubik é um labirinto conceptual e híbrido, um mundo uno e indivisível, um terreno bravio que apetece explorar ao milímetro. Desse espaço sónico provém um fluído invulgar, produto misterioso e progressista de um génio tímido cuja assinatura deixa um lastro quase dadaísta”. - António Pinto (aPartes)
“A música de Kubik é experimentação e faceta lúdica dos materiais sonoros. Uma música feita de pormenores, em que cada audição reparamos nas camadas e camadas de pequenos sons que Victor Afonso se divertiu a criar e a pôr no seu trabalho” - Rodrigo Nogueira (Bodyspace)
“Metamorphosia”, o segundo disco de Kubik, é seguramente um dos melhores discos portugueses de 2005. Mas é mais do que isso; é uma obra plena de inventividade, não só a partir de produção alheia, e criatividade.” – Davide Pinheiro (Diário de Notícias)
“Victor Afonso é um malabarista de sons que olha a música com uns óculos de raio x, criando um circuito fechado e, com mestria, criar algo de novo e desafiante”. – Hugo Moutinho (Mondo Bizarre)
“Kubik, o cientista de sons, o visionário tranquilo que faz electrónica futurista a partir da Guarda. Música como estilhaços, recontextualização, imagética, dadaísmo, surrealismo, MontyPythonismo. Free Jazz para o século XXII. Prog para o século XXII. Liberdade para o século XXII” – João Bonifácio (Público)
“Victor Afonso do projecto Kubik é um dos poucos músicos portugueses que pretende e consegue romper os limites que a música, por vezes, parece pressupor” – André Tiago Gomes (Mondo Bizarre)
“Kubik, juntamente com o álbum ‘Oblique Musique’ - o melhor disco nacional de electrónica de 2001 - escancarou meia dúzia de janelas sobre a paisagem surreal-electrónica nacional. Com ‘Metamorphosia’ torna-se num disco de culto da música portuguesa”- João Lisboa (Expresso)
“A música Kubik é de absoluta liberdade, criatividade esfuziante, com colagens improváveis de sons e, claro, de difícil catalogação, que tanto pode agradar à tribo da electrónica experimental e da pop alternativa como aos amantes da música contemporânea sem concessões.” - Pedro Dias de Almeida (Visão)
“Kubik assume-se como um exímio chefe de orquestra num magnífico álbum de estreia que entra, sem dificuldade, para o quadro de honra da música portuguesa.” – Jorge Manuel Lopes (BLITZ)
“Kubik is an amazing artist. He is moving into a special and particular universe. He has a fantastic records and a fantastic music… He’s a monster!” - Mike Patton (Faith No More, Fantômas)
“Kubik é um notável reciclador de música. E tem um dos microcosmos mais ricos da música moderna portuguesa.”- Manuel Halpern (Jornal de Letras)
“A metamorfose musical do universo de Kubik é um labirinto conceptual e híbrido, um mundo uno e indivisível, um terreno bravio que apetece explorar ao milímetro. Desse espaço sónico provém um fluído invulgar, produto misterioso e progressista de um génio tímido cuja assinatura deixa um lastro quase dadaísta”. - António Pinto (aPartes)
“A música de Kubik é experimentação e faceta lúdica dos materiais sonoros. Uma música feita de pormenores, em que cada audição reparamos nas camadas e camadas de pequenos sons que Victor Afonso se divertiu a criar e a pôr no seu trabalho” - Rodrigo Nogueira (Bodyspace)
“Metamorphosia”, o segundo disco de Kubik, é seguramente um dos melhores discos portugueses de 2005. Mas é mais do que isso; é uma obra plena de inventividade, não só a partir de produção alheia, e criatividade.” – Davide Pinheiro (Diário de Notícias)
“Victor Afonso é um malabarista de sons que olha a música com uns óculos de raio x, criando um circuito fechado e, com mestria, criar algo de novo e desafiante”. – Hugo Moutinho (Mondo Bizarre)
Kubik - breve biografia
KUBIK – Lançamento de novo disco em Maio 2011
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Breve Biografia Kubik é o projecto de música electrónica de Victor Afonso, músico da Guarda com larga experiência musical (rock, improvisação, experimental, electrónica).
A música de Kubik é um imprevisível caldeirão de cruzamentos de géneros, de fragmentação estética, de metamorfoses estilísticas, com uma forte influência do imaginário cinematográficos: manipulação electrónica, free-rock, jazz, hip-hop, ambient, world-music, metal, breakbeat, música de “cartoons”…
O percurso de Kubik conta com 13 anos de actividade: teve o reconhecimento de 4 Prémios Maqueta em 1999; foi a revelação musical para o jornal Público em 2001. Kubik conta com dois álbuns aclamados pela crítica especializada que os incluiu nas listas dos melhores discos portugueses do ano – “Oblique Musique” (2001) e “Metamorphosia” (2005).
Em Maio de 2004, o músico norte-americano Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantômas), apreciador da música de Kubik, convidou-o a tocar na primeira parte do concerto dos Fantômas na Aula Magna (Lisboa). Tocou ainda em diversos festivais de música electrónica internacional, Casa da Música, Teatro São Jorge, ZDB, Fnac, Parede de Coura, etc. Kubik colaborou ainda com diversos músicos (Adolfo Luxúria Canibal, Old Jerusalem, Norton, Bypass, Factor Activo, Américo Rodrigues, César Prata…) e remisturou inúmeras músicas para colectâneas nacionais e internacionais.
Compôs ainda música original para três filmes mudos (“Un Chien Andalou”, “Entr’Acte” e “A Felicidade”), bailado contemporâneo (Culturgest), teatro, exposições, curtas-metragens e performance. Depois de 6 anos de espera, Kubik vai editar o seu terceiro e aguardado álbum de originais, fechando assim a trilogia iniciada em 2001. Com o título “Psicotic Jazz Hall”, conta com edição do Teatro Municipal da Guarda e será lançado e apresentado ao vivo no próximo dia 14 de Maio, no Pequeno Auditório do TMG.
A música de Kubik é um imprevisível caldeirão de cruzamentos de géneros, de fragmentação estética, de metamorfoses estilísticas, com uma forte influência do imaginário cinematográficos: manipulação electrónica, free-rock, jazz, hip-hop, ambient, world-music, metal, breakbeat, música de “cartoons”…
O percurso de Kubik conta com 13 anos de actividade: teve o reconhecimento de 4 Prémios Maqueta em 1999; foi a revelação musical para o jornal Público em 2001. Kubik conta com dois álbuns aclamados pela crítica especializada que os incluiu nas listas dos melhores discos portugueses do ano – “Oblique Musique” (2001) e “Metamorphosia” (2005).
Em Maio de 2004, o músico norte-americano Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantômas), apreciador da música de Kubik, convidou-o a tocar na primeira parte do concerto dos Fantômas na Aula Magna (Lisboa). Tocou ainda em diversos festivais de música electrónica internacional, Casa da Música, Teatro São Jorge, ZDB, Fnac, Parede de Coura, etc. Kubik colaborou ainda com diversos músicos (Adolfo Luxúria Canibal, Old Jerusalem, Norton, Bypass, Factor Activo, Américo Rodrigues, César Prata…) e remisturou inúmeras músicas para colectâneas nacionais e internacionais.
Compôs ainda música original para três filmes mudos (“Un Chien Andalou”, “Entr’Acte” e “A Felicidade”), bailado contemporâneo (Culturgest), teatro, exposições, curtas-metragens e performance. Depois de 6 anos de espera, Kubik vai editar o seu terceiro e aguardado álbum de originais, fechando assim a trilogia iniciada em 2001. Com o título “Psicotic Jazz Hall”, conta com edição do Teatro Municipal da Guarda e será lançado e apresentado ao vivo no próximo dia 14 de Maio, no Pequeno Auditório do TMG.
“Psicotic Jazz Hall” (título retirado de um disco do músico francês Pascal Comelade – “Psicotic Music Hall”) explora a matriz do jazz fundindo-a com o rock, a electrónica, músicas do mundo, num resultado musical mutante e sempre na procura de novos desafios criativos.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Kubik na Playlist
Playlist do programa de rádio "Santos da Casa" da Rádio Universidade de Coimbra (RUC):
1 - Bruno Morgado - Sentimentos
2 - Bruno Morgado - Ensina-me a amar (ao vivo no estúdio)
3 - César Prata - Foi numa aldeia bem formosa (remistura Kubik)
4 - Kubik - Offertorium
5 - Pedro Abrunhosa - Não desistas de mim
6 - Paulo Praça - Tudo o que tenho para dar
7 - Pinto Ferreira - O elogio da estupidez
8 - Murdering Tripping Blues - Come into my waters
9 - AbztraQt Sir Q + Joey Chu - honQon
1 - Bruno Morgado - Sentimentos
2 - Bruno Morgado - Ensina-me a amar (ao vivo no estúdio)
3 - César Prata - Foi numa aldeia bem formosa (remistura Kubik)
4 - Kubik - Offertorium
5 - Pedro Abrunhosa - Não desistas de mim
6 - Paulo Praça - Tudo o que tenho para dar
7 - Pinto Ferreira - O elogio da estupidez
8 - Murdering Tripping Blues - Come into my waters
9 - AbztraQt Sir Q + Joey Chu - honQon
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Kubik no CD "T(H)REE"
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Kubik em Oliveira do Hospital
domingo, 17 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cine-concerto em Viseu
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
"Cow Society" by Kubik
Videoclip realizado em 2003 para a música "Cow Society". Participação vocal do poeta sonoro Américo Rodrigues.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Kubik - download de disco

"Desenganem-se todos aqueles que esperam encontrar neste EP as experimentações que Victor Afonso nos tem oferecido nos seus trabalhos anteriores. Desta vez Kubik não nos brinda com os seus devaneios, que nos surpreendiam de minuto a minuto. Temas crivados de tudo, em que tudo é possível. Musicas que vivem de constantes mudanças de ritmos, com pedaços de imaginação sacados aqui e acolá. “How Blue Was My Sky”, à excepção da “brincadeira” inicial denominada “He Is The Voice” é um registo assumidamente diferente. Victor Afonso oferece-nos um disco que nos cativa de uma forma nova.
Mostra-nos que pode ter outras potencialidades criativas, sem com isso perder o pé. Porque apesar de tudo, e não sendo este um registo em que a arte do cut & paste esteja presente, continua a trazer um som que identificamos como seu.Por aqui encontramos uma electrónica muito mais plana. Sem muitas variações de ritmo. Por vezes ambiental. Outras mais industrial. Sons pintalgados de negro. Banda sonora perfeita para filmes obscuros.
Este é um registo que cativa por ser precisamente assim. Por nos trazer um Kubik igualmente criativo e sem medo de fazer diferente. Isto apesar de ter já um publico fiel, graças aos dois excelentes discos que criou.Por que são assim os grandes criadores, inventivos e sempre à frente, vale a pena descobrir este pedaço de electrónica, que está disponível para quem assim o desejar. Basta ir www.clubotaku.org/mimi/pt/album99.php. Não custa nada! Atrevam-se!"…
Nuno Ávila
Nuno Ávila
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Kubik - "Um disco imperdível"

O guardense Victor Afonso regressa às edições discográficas depois do inesperado Oblique Musique , lançado em 2001. Em Metamorphosia é mantido o acento tónico na componente experimental das composições, em rompimento declarado de convenções ou pretensiosismos. A vertente manifestamente vanguardista das orgânicas electrónicas é revigorada e, mediante a assunção de um risco acrescido, a sonoridade é mais minuciosa e dedica um relevo maior ao detalhe, sem medo da excentricidade (sempre controlada...) de repudiar estruturas de canção tradicionais. O som é objecto de alquimias repetidas, de subversões lúdicas, de fragmentações intencionais, de colagens e sobreposições que seguem os princípios criativos da bricolage de Afonso.
A manipulação electrónica é o denominador comum do disco e o veio essencial da metamorfose musical do universo de Kubik, um labirinto conceptual e híbrido, um mundo uno e indivisível, um terreno bravio que apetece explorar ao milímetro. Desse espaço sónico provém um fluido musical invulgar, produto misterioso e progressista de um génio tímido cuja assinatura deixa um lastro quase-dadaísta, qual salteador que rouba pedaços de música ao seu habitat e os sobrepõem em encenações imagéticas multi-camadas, de cargas energéticas contrastantes e que remexem, de jeito surreal, o status quo.
Victor Afonso tem uma linguagem musical própria, um código agitador de turbas; Metamorphosia é disforme na dimensão caótica das texturas, é ousado na liberdade criativa e revela-se um nicho polimórfico de plenitude musical. Metamorphosia é, em si mesmo, um compromisso com coisa nenhuma, um documento musical livre e fatalmente cativante, uma nascente incorruptível, um baú de quimeras descerrado. A preencher o imaginário do álbum destacam-se os vultos de Adolfo Luxúria Canibal, Old Jerusalem (dá para o reconhecer em "I'm a Vampire, I'm Disgust"?), Américo Rodrigues (lembram-se do disco Aorta Tocante feito a partir de vegetais?) e César Prata (do projecto Chuchurumel).
Aos outros ilustres convivas desta metamorfose, não se lhes vê o corpo...mas a alma diz presente; é como se Mike Patton, John Zorn, Mike Ladd, os cLOUDDEAD, Frank Zappa, os Residents e os Neu se houvessem reunido num sarau heterodoxo em serrania da Guarda. Ou no intelecto de Kubik. Candidato a melhor nacional do ano, Metamorphosia é um disco imperdível.
António Pinto, no Blog apARTES, 2005
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Kubik em compilação internacional

Compilação "T(H)REE" editada em Macau, Hong Kong e Portugal. Artista destes três países fazem remisturas de uns e de outros. KUBIK fez remistura para o grupo de Macau EVADE.
Mais info - http://www.myspace.com/projectothree
quarta-feira, 24 de março de 2010
Kubik no top ten dos melhores discos 2005
Top d'A Trompa dos melhores discos portugueses editados em 2005:


01 Bernardo Sassetti // Alice – BSO
02 Rocky Marsiano // The Pyramid Sessions
03 Old Jerusalem // Twice The Humbling Sun
04 Bernardo Sassetti Trio2 // Ascent
05 Ölga // What Is
06 Margarida Pinto // Apontamento
07 Lupanar // Abertura
08 Kubik // Metamorphosia
09 Cristina Branco // Ulisses
10 Blasted Mechanism // Avatara
11 Camarão // The Remixes
12 Factor Activo // Em Directo do Fim do Mundo
13 Soopa and Radon Studio // United Scum Soundclash
14 The Unplayable Sofa Guitar // Rocky Grounds, Big Sky
15 The Nevermet Ensemble // Quarto Escuro
16 Preto // Quietude
17 sPiLL // Amplitude
18 PZ // Anticorpos
19 Complicado // Haunted
20 Boitezuleika // Éramos Assim
"Oblique Musique" - 5º melhor disco

O primeiro disco de Kubik, "Oblique Musique" (2001) foi classificado em 5º lugar na lista dos 20 melhores discos portugueses editados entre 1992 e 2001 pelo autor do blog A Trompa, Rui Dinis. Obrigado!
Eis o link da lista.
domingo, 21 de março de 2010
Videoclip
Videoclip do tema de Kubik "Proko" (do álbum "Oblique Musique"), realizado em animação por Grury, em 2001:
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A remix de Kubik no EP de Bypass

Airports EP é o novo trabalho dos Bypass. Banda de culto, precursores de um rock sem fronteiras, originais, contagiantes e detentores de uma sonoridade cheia de personalidade, sem eles o rock nacional seria sem dúvida menos interessante. Airports EP é um álbum poderoso e sensível onde a música é um acontecimento que nos coloca na fronteira entre o sonho e a realidade, entre o possível e o impossível, entre o humano e o sobre-humano.
Ouvir Airports EP, é entrar na dimensão Bypass, banda detentora da fórmula que combina momentos intimistas únicos, com explosões de guitarras que abrem o tom a letras incisivas, pertinentes e criativas. Responsabilidade máxima dos seis músicos que aqui se apresentam exímios e virtuosos nos seus instrumentos, tocando música especialmente dirigida a um sexto sentido.
Airports conta com a notável participação de KUBIK com a remix do tema "Driving With Your Fingers Crossed", na sua versão, simplesmente intitulada "Sweet".
Airports conta com a notável participação de KUBIK com a remix do tema "Driving With Your Fingers Crossed", na sua versão, simplesmente intitulada "Sweet".
Para ouvir e/ou fazer o download do EP, carregar aqui.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Kubik como músico convidado
domingo, 16 de agosto de 2009
Entrevista
Victor Afonso é seguramente um dos grandes valores da música electrónica de índole experimental em terras lusas. Sob o pseudónimo
Kubik cria universos musicais peculiares que bebem influências tanto
na pop ou rock como no jazz ou música clássica. Mas não é só a música
que o move. Fomos descobrir de que é feito o quotidiano deste músico,
programador cultural e cinéfilo da Guarda.
Joana Coimbra Martins, entrevista para a revista A Metáfora, 2008
Se estivesse perante um auditório de pessoas ao
qual teria de se apresentar, como o faria? Quem é
e o que faz Victor Afonso?
Diria que sou um cidadão comum que cedo despertou
para a música e para as coisas da cultura em
geral. Licenciei-me em Ensino de Música pela Escola
Superior de Educação da Guarda em 1994 e fui professor
do Ensino Básico durante 7 anos. Em 2000 fui
convidado pela Câmara Municipal da Guarda para
coordenar um espaço cultural chamado Mediateca
VIII Centenário, no qual organizei dezenas de actividades
para estudantes e professores – desde conferências,
workshops, ciclos de música e cinema, etc.
Há mais de dez anos que colaboro regularmente em
jornais, revistas e sites na área da opinião cultural e
também tenho sido convidado como orador em
palestras sobre música, cibercultura e cinema.
Desde 2005 até à presente data que trabalho a
tempo inteiro no Teatro Municipal da Guarda, como
responsável pelo Serviço Educativo. Paralelamente,
tenho já um percurso de 20 anos como músico, com
experiência em bandas pop, rock, e música improvisada.
Há dez anos que mantenho, sozinho, o projecto
Kubik, vocacionado para a electrónica “free
style”, ou seja, aberta a todos os estilos musicais.
Editei até à data dois discos com excelentes críticas
da imprensa e tenho-me também dedicado a compor
música original para teatro, cinema mudo, dança
e perfomance.
De onde vem o seu nome artístico, Kubik?
Há quem julgue que Kubik é uma derivação do cubo
mágico Rubik ou do nome do realizador Kubrick. A
verdade é que não tem nada a ver com ambos (apesar
de gostar muito de Kubrick e de o lançamento
do meu projecto ter coincidido com a morte do
cineasta de “Shining”). Escolhi o nome por ser curto,
forte em termos fonéticos e de fácil memorização.
Pensava que era um nome original, e só mais tarde
me dei conta que existem músicos de jazz com
apelido Kubik e até uma banda de heavy-metal da
Indonésia com este nome!
Como foram os seus primeiros contactos com a
música? Qual foi o seu primeiro instrumento e a
que idade?
Os primeiros contactos aconteceram quando eu
tinha 10 anos com aulas particulares de guitarra e
piano. O primeiro instrumento que aprendi a tocar
foi a guitarra clássica. Já adolescente aprendi também
a tocar guitarra eléctrica, baixo eléctrico, bateria
e teclados.
Por vezes, os músicos ou artistas relacionam a sua
entrada no mundo das artes com o tipo de educação
que receberam dos pais e o ambiente em
que viviam. Foi o seu caso? Tem background familiar
numa qualquer área artística e se sim como é
que isso o influenciou?
É uma pergunta interessante. Por acaso o meu ambiente
familiar não foi muito propício no sentido de
ter tido uma educação de rigor cultural, isto porque
os meus pais só tinham a escolaridade primária
(nenhum tem formação musical ou literária). No entanto,
apesar de não terem essa educação, sempre
me proporcionaram condições de aprendizagem favoráveis
a uma formação cultural sólida e diversificada,
através de aulas de música durante anos, do
dinheiro que me davam para comprar jornais, discos,
livros, filmes e revistas (numa altura em que a
internet era uma miragem) e do investimento no
curso superior de música. Por outro lado, o facto de
ter vivido até aos 8 anos numa cidade cosmopolita
como Paris, abriu-me horizontes culturais que de
outra forma não teria possibilidade de ter (em
França tive aulas de expressão plástica e musical). Já
na adolescência e a viver na Guarda tive a sorte de
alguns dos meus melhores amigos gostarem de boa
música, de bom cinema e de boa literatura, facto
que influenciou de sobremaneira a minha formação
geral.
Paralelamente à música tem um gosto apurado
para o cinema. Quais são as suas referências e o
que o fascina mais nesta arte?
Sim, o cinema desde cedo exerceu forte influência
no meu imaginário e na minha formação cultural.
Como vivi sempre na Guarda que está geograficamente
perto de Espanha, tive a oportunidade de ver
bom cinema na televisão espanhola – clássicos e
filmes de autor. Por outro lado, ainda em adolescente,
por influência de dois amigos cinéfilos mais
velhos vim a conhecer muitos realizadores e filmes
que passaram a fazer parte das minhas preferências.
Aprendi a ver o cinema como uma arte muito para
além do mero entretenimento efémero, uma expressão
artística total capaz de proporcionar momentos
de fruição estética inigualável. Como dizia o
cineasta francês Robert Bresson, o cinema é, antes
de tudo, uma “escrita”, uma linguagem e uma expressão
de grande rigor formal com ligações a outras
artes que me interessam, como a música, a pintura
e a fotografia. As minhas referências no cinema são
múltiplas e diferenciadas: cinema mudo expressionista
e de vanguarda (Murnau, Lang, Vertov, Eisenstein...),
mas também o burlesco americano com os
génios de Charlie Chaplin e Buster Keaton; depois
há Dreyer, Peckinpah, Bergman, Sokurov, Hitchcock,
Cronenberg, Orson Welles, Cassavetes, Fellini. Tenho
ainda uma especial adoração por cinco ou seis
cineastas que me marcaram especialmente e que
não me canso de rever: Jacques Tati, Stanley
Kubrick, Andrei Tarkovski, Woody Allen, Luís Buñuel
e David Lynch.
Esteve envolvido na criação de bandas sonoras.
Como decidiu enveredar por essa via?
A minha primeira experiência na composição de
uma banda sonora original para um filme foi em
2003 com a obra surrealista “Un Chien Andalou”
(1928) de Luís Buñuel, com participação do pintor
Salvador Dali. Comemoravam-se 20 anos da morte
do realizador espanhol quando fui convidado para
fazer essa banda sonora, que apresentei ao vivo em
muitos cineclubes e salas do país. Em 2005 aceitei
uma encomenda do festival de cinema Imago
(Fundão) para musicar, conjuntamente com a
orquestra de percussão e coro da Covilhã, o filme
mudo “Entr’acte” (1924) de René Clair. Mais recentemente
fiz a música do filme “A Felicidade” (1934)
do realizador russo Alexandre Medvedkine, a convite
do festival de artes performativas “Escrita na
Paisagem” de Évora. O que me agrada no trabalho
de criação musical e sonora para filmes mudos é o
desafio criativo em pontuar as imagens, correspondendo
às exigências dramáticas e narrativas do
próprio filme.
É criador do blog "O Homem Que Sabia Demasiado",
onde artes como a música, cinema, literatura
ou até assuntos ligados aos media têm lugar. A actualização
do blog é bastante frequente. Como tem
tempo, para além da sua actividade profissional,
para consumir e criar tanta informação? Dedica
bastante tempo à leitura de jornais, internet, entre
outros?
O blog fez um ano de actividade em Novembro. Decidi
criá-lo para servir de suporte informativo dos
temas de que gosto (pessoal e profissionalmente):
música, cinema, audiovisual, literatura, artes e cultura
em geral. Ao fim deste primeiro ano de funcionamento
já conta com quase 60 mil visitas e
perto de mil “posts” publicados, com actualização
diária. Na verdade, admito que nem sempre é fácil
manter um blog com estas características derivado
dos meus afazeres profissionais e familiares. Preciso
de estar permanentemente actualizado e de consumir
muita informação que vou buscar a revistas,
jornais, sites, televisão, para produzir os conteúdos
que tenho colocado online. Mas ler é algo que eu já
faço há muitos anos, não é apenas por causa do
blog. Por outro lado, o facto de ser actualizado diariamente,
exige de mim um esforço acrescido e resulta
num estimulante exercício intelectual que me
leva a fazer muitas pesquisas e recolha de informação.
O blog, cujo título é decalcado
de um filme de Hitchcock, permite-me
dissertar e opinar sobre muitos assuntos
de forma livre, sendo também um
espaço de discussão democrática (os
comentários são abertos a qualquer
pessoa) sobre inúmeros temas relacionados
com as artes e a cultura. Escrevo
mais sobre cinema do que sobre música, mas
também de livros, publicidade, novos media, fotografia,
etc.
Vive na Guarda. Acha que as cidades do interior -
ou cidades mais pequenas - estão bem servidas a
nível cultural? Quais são as lacunas que existem a
esse nível?
Há 20 anos sentia-se um claro atraso em relação à
oferta cultura na Guarda. Não havia política cultural
nem equipamentos ou espaços culturais para as
artes do espectáculo. Desde há uns anos a esta
parte, e sobretudo desde a abertura do Teatro Municipal
da Guarda em 2005, a dinamização cultural
na Guarda cresceu em dimensão e qualidade. E é
importante que uma cidade do interior como a
Guarda tenha percebido que a cultura pode e deve
servir de trampolim de desenvolvimento de toda a
região centro, como está a acontecer neste momento.
A nível de equipamentos culturais, a Guarda
vai inaugurar este mês uma biblioteca municipal de
grande nível, a Biblioteca Eduardo Lourenço. Daí
que estas duas estruturas – Teatro e Biblioteca –
sejam dois grandes pólos de desenvolvimento cultural
da cidade, para o presente e para o futuro, que
em nada ficam a dever a cidades de maior dimensão.
É licenciado em Educação Musical. Noutra entrevista
sua diz que o curso o desiludiu. Porquê?
Basicamente, porque era deficitário em termos de
qualidade dos professores e não foram ministrados
determinados conteúdos curriculares importantes
para a formação musical e cultural dos alunos. Foi
um curso ainda muito apegado à estrutura curricular
do velho conceito de conservatório de música,
com uma visão muito estrita e fechada do fenómeno
estético da música e das artes. Resumia-se ao
ensinamento teórico da linguagem musical erudita
(ou música clássica), como se todos os outros
géneros musicais fossem menores e não fizessem
parte do panorama cultural contemporâneo. Os
conteúdos nunca versavam sobre fenómenos estéticos
ligados à arte e cultura comtemporâneas -
nunca se falou em John Cage ou Stockhausen, em
música improvisada ou electroacústica, em rock de
vanguarda, na fusão de linguagens musicais, etc.
Todas estas vertentes tive de as aprender e assimilar
de forma totalmente auto-didacta. E ainda bem que
o fiz...
Qual foi até agora, enquanto músico, o momento
mais marcante na sua carreira e porquê?
Sem dúvida, o momento em que fui convidado pessoalmente
pelo músico americano Mike Patton para
fazer a primeira parte do concerto do seu grupo
Fantômas, na Aula Magna de Lisboa, em Maio de 2004.
Sempre tive uma especial admiração pelo ex-músico
dos Mr. Bungle, e ouvir da sua própria boca que
gostava muito do meu trabalho e que me queria
convidar a tocar na primeira parte do seu supergrupo,
foi um momento incrível. E tocar sozinho,
numa sala mítica como a Aula Magna, para uma assistência
de mil e tal espectadores, foi deveras especial.
O que o inspira?
O cinema e as imagens, muito. Parto também da realidade
quotidiana para construir universos sonoros
surreais, corporizados numa espécie de carrossel
mágico desgovernado e imprevisível. É assim que
gosto de classificar a minha música.
Kubik cria universos musicais peculiares que bebem influências tanto
na pop ou rock como no jazz ou música clássica. Mas não é só a música
que o move. Fomos descobrir de que é feito o quotidiano deste músico,
programador cultural e cinéfilo da Guarda.
Joana Coimbra Martins, entrevista para a revista A Metáfora, 2008
Se estivesse perante um auditório de pessoas ao
qual teria de se apresentar, como o faria? Quem é
e o que faz Victor Afonso?
Diria que sou um cidadão comum que cedo despertou
para a música e para as coisas da cultura em
geral. Licenciei-me em Ensino de Música pela Escola
Superior de Educação da Guarda em 1994 e fui professor
do Ensino Básico durante 7 anos. Em 2000 fui
convidado pela Câmara Municipal da Guarda para
coordenar um espaço cultural chamado Mediateca
VIII Centenário, no qual organizei dezenas de actividades
para estudantes e professores – desde conferências,
workshops, ciclos de música e cinema, etc.
Há mais de dez anos que colaboro regularmente em
jornais, revistas e sites na área da opinião cultural e
também tenho sido convidado como orador em
palestras sobre música, cibercultura e cinema.
Desde 2005 até à presente data que trabalho a
tempo inteiro no Teatro Municipal da Guarda, como
responsável pelo Serviço Educativo. Paralelamente,
tenho já um percurso de 20 anos como músico, com
experiência em bandas pop, rock, e música improvisada.
Há dez anos que mantenho, sozinho, o projecto
Kubik, vocacionado para a electrónica “free
style”, ou seja, aberta a todos os estilos musicais.
Editei até à data dois discos com excelentes críticas
da imprensa e tenho-me também dedicado a compor
música original para teatro, cinema mudo, dança
e perfomance.
De onde vem o seu nome artístico, Kubik?
Há quem julgue que Kubik é uma derivação do cubo
mágico Rubik ou do nome do realizador Kubrick. A
verdade é que não tem nada a ver com ambos (apesar
de gostar muito de Kubrick e de o lançamento
do meu projecto ter coincidido com a morte do
cineasta de “Shining”). Escolhi o nome por ser curto,
forte em termos fonéticos e de fácil memorização.
Pensava que era um nome original, e só mais tarde
me dei conta que existem músicos de jazz com
apelido Kubik e até uma banda de heavy-metal da
Indonésia com este nome!
Como foram os seus primeiros contactos com a
música? Qual foi o seu primeiro instrumento e a
que idade?
Os primeiros contactos aconteceram quando eu
tinha 10 anos com aulas particulares de guitarra e
piano. O primeiro instrumento que aprendi a tocar
foi a guitarra clássica. Já adolescente aprendi também
a tocar guitarra eléctrica, baixo eléctrico, bateria
e teclados.
Por vezes, os músicos ou artistas relacionam a sua
entrada no mundo das artes com o tipo de educação
que receberam dos pais e o ambiente em
que viviam. Foi o seu caso? Tem background familiar
numa qualquer área artística e se sim como é
que isso o influenciou?
É uma pergunta interessante. Por acaso o meu ambiente
familiar não foi muito propício no sentido de
ter tido uma educação de rigor cultural, isto porque
os meus pais só tinham a escolaridade primária
(nenhum tem formação musical ou literária). No entanto,
apesar de não terem essa educação, sempre
me proporcionaram condições de aprendizagem favoráveis
a uma formação cultural sólida e diversificada,
através de aulas de música durante anos, do
dinheiro que me davam para comprar jornais, discos,
livros, filmes e revistas (numa altura em que a
internet era uma miragem) e do investimento no
curso superior de música. Por outro lado, o facto de
ter vivido até aos 8 anos numa cidade cosmopolita
como Paris, abriu-me horizontes culturais que de
outra forma não teria possibilidade de ter (em
França tive aulas de expressão plástica e musical). Já
na adolescência e a viver na Guarda tive a sorte de
alguns dos meus melhores amigos gostarem de boa
música, de bom cinema e de boa literatura, facto
que influenciou de sobremaneira a minha formação
geral.
Paralelamente à música tem um gosto apurado
para o cinema. Quais são as suas referências e o
que o fascina mais nesta arte?
Sim, o cinema desde cedo exerceu forte influência
no meu imaginário e na minha formação cultural.
Como vivi sempre na Guarda que está geograficamente
perto de Espanha, tive a oportunidade de ver
bom cinema na televisão espanhola – clássicos e
filmes de autor. Por outro lado, ainda em adolescente,
por influência de dois amigos cinéfilos mais
velhos vim a conhecer muitos realizadores e filmes
que passaram a fazer parte das minhas preferências.
Aprendi a ver o cinema como uma arte muito para
além do mero entretenimento efémero, uma expressão
artística total capaz de proporcionar momentos
de fruição estética inigualável. Como dizia o
cineasta francês Robert Bresson, o cinema é, antes
de tudo, uma “escrita”, uma linguagem e uma expressão
de grande rigor formal com ligações a outras
artes que me interessam, como a música, a pintura
e a fotografia. As minhas referências no cinema são
múltiplas e diferenciadas: cinema mudo expressionista
e de vanguarda (Murnau, Lang, Vertov, Eisenstein...),
mas também o burlesco americano com os
génios de Charlie Chaplin e Buster Keaton; depois
há Dreyer, Peckinpah, Bergman, Sokurov, Hitchcock,
Cronenberg, Orson Welles, Cassavetes, Fellini. Tenho
ainda uma especial adoração por cinco ou seis
cineastas que me marcaram especialmente e que
não me canso de rever: Jacques Tati, Stanley
Kubrick, Andrei Tarkovski, Woody Allen, Luís Buñuel
e David Lynch.
Esteve envolvido na criação de bandas sonoras.
Como decidiu enveredar por essa via?
A minha primeira experiência na composição de
uma banda sonora original para um filme foi em
2003 com a obra surrealista “Un Chien Andalou”
(1928) de Luís Buñuel, com participação do pintor
Salvador Dali. Comemoravam-se 20 anos da morte
do realizador espanhol quando fui convidado para
fazer essa banda sonora, que apresentei ao vivo em
muitos cineclubes e salas do país. Em 2005 aceitei
uma encomenda do festival de cinema Imago
(Fundão) para musicar, conjuntamente com a
orquestra de percussão e coro da Covilhã, o filme
mudo “Entr’acte” (1924) de René Clair. Mais recentemente
fiz a música do filme “A Felicidade” (1934)
do realizador russo Alexandre Medvedkine, a convite
do festival de artes performativas “Escrita na
Paisagem” de Évora. O que me agrada no trabalho
de criação musical e sonora para filmes mudos é o
desafio criativo em pontuar as imagens, correspondendo
às exigências dramáticas e narrativas do
próprio filme.
É criador do blog "O Homem Que Sabia Demasiado",
onde artes como a música, cinema, literatura
ou até assuntos ligados aos media têm lugar. A actualização
do blog é bastante frequente. Como tem
tempo, para além da sua actividade profissional,
para consumir e criar tanta informação? Dedica
bastante tempo à leitura de jornais, internet, entre
outros?
O blog fez um ano de actividade em Novembro. Decidi
criá-lo para servir de suporte informativo dos
temas de que gosto (pessoal e profissionalmente):
música, cinema, audiovisual, literatura, artes e cultura
em geral. Ao fim deste primeiro ano de funcionamento
já conta com quase 60 mil visitas e
perto de mil “posts” publicados, com actualização
diária. Na verdade, admito que nem sempre é fácil
manter um blog com estas características derivado
dos meus afazeres profissionais e familiares. Preciso
de estar permanentemente actualizado e de consumir
muita informação que vou buscar a revistas,
jornais, sites, televisão, para produzir os conteúdos
que tenho colocado online. Mas ler é algo que eu já
faço há muitos anos, não é apenas por causa do
blog. Por outro lado, o facto de ser actualizado diariamente,
exige de mim um esforço acrescido e resulta
num estimulante exercício intelectual que me
leva a fazer muitas pesquisas e recolha de informação.
O blog, cujo título é decalcado
de um filme de Hitchcock, permite-me
dissertar e opinar sobre muitos assuntos
de forma livre, sendo também um
espaço de discussão democrática (os
comentários são abertos a qualquer
pessoa) sobre inúmeros temas relacionados
com as artes e a cultura. Escrevo
mais sobre cinema do que sobre música, mas
também de livros, publicidade, novos media, fotografia,
etc.
Vive na Guarda. Acha que as cidades do interior -
ou cidades mais pequenas - estão bem servidas a
nível cultural? Quais são as lacunas que existem a
esse nível?
Há 20 anos sentia-se um claro atraso em relação à
oferta cultura na Guarda. Não havia política cultural
nem equipamentos ou espaços culturais para as
artes do espectáculo. Desde há uns anos a esta
parte, e sobretudo desde a abertura do Teatro Municipal
da Guarda em 2005, a dinamização cultural
na Guarda cresceu em dimensão e qualidade. E é
importante que uma cidade do interior como a
Guarda tenha percebido que a cultura pode e deve
servir de trampolim de desenvolvimento de toda a
região centro, como está a acontecer neste momento.
A nível de equipamentos culturais, a Guarda
vai inaugurar este mês uma biblioteca municipal de
grande nível, a Biblioteca Eduardo Lourenço. Daí
que estas duas estruturas – Teatro e Biblioteca –
sejam dois grandes pólos de desenvolvimento cultural
da cidade, para o presente e para o futuro, que
em nada ficam a dever a cidades de maior dimensão.
É licenciado em Educação Musical. Noutra entrevista
sua diz que o curso o desiludiu. Porquê?
Basicamente, porque era deficitário em termos de
qualidade dos professores e não foram ministrados
determinados conteúdos curriculares importantes
para a formação musical e cultural dos alunos. Foi
um curso ainda muito apegado à estrutura curricular
do velho conceito de conservatório de música,
com uma visão muito estrita e fechada do fenómeno
estético da música e das artes. Resumia-se ao
ensinamento teórico da linguagem musical erudita
(ou música clássica), como se todos os outros
géneros musicais fossem menores e não fizessem
parte do panorama cultural contemporâneo. Os
conteúdos nunca versavam sobre fenómenos estéticos
ligados à arte e cultura comtemporâneas -
nunca se falou em John Cage ou Stockhausen, em
música improvisada ou electroacústica, em rock de
vanguarda, na fusão de linguagens musicais, etc.
Todas estas vertentes tive de as aprender e assimilar
de forma totalmente auto-didacta. E ainda bem que
o fiz...
Qual foi até agora, enquanto músico, o momento
mais marcante na sua carreira e porquê?
Sem dúvida, o momento em que fui convidado pessoalmente
pelo músico americano Mike Patton para
fazer a primeira parte do concerto do seu grupo
Fantômas, na Aula Magna de Lisboa, em Maio de 2004.
Sempre tive uma especial admiração pelo ex-músico
dos Mr. Bungle, e ouvir da sua própria boca que
gostava muito do meu trabalho e que me queria
convidar a tocar na primeira parte do seu supergrupo,
foi um momento incrível. E tocar sozinho,
numa sala mítica como a Aula Magna, para uma assistência
de mil e tal espectadores, foi deveras especial.
O que o inspira?
O cinema e as imagens, muito. Parto também da realidade
quotidiana para construir universos sonoros
surreais, corporizados numa espécie de carrossel
mágico desgovernado e imprevisível. É assim que
gosto de classificar a minha música.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Kubik vs. Kafka
O célebre conto "A Metamorfose" de Kafka adaptado para vídeo. Trata-se de dois filmes feitos por alunos de comunicação audiovisual da escola António Arroio de Lisboa. A supervisão artística e técnica foi feita pelo realizador e professor Carlos Gomes. É um trabalho assumidamente amador, claro, mas para mim este trabalho tem um sabor especial, porque a música que se ouve é... minha (Kubik).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Críticas de concertos

"A terceira noite do Festival Best.Off oferecia desde logo uma noite forte em termos de experimentação sónica. De um lado Kubik , o alter-ego de Victor Afonso, o músico que lançou este ano o seu segundo disco, Metamorphosia. Quando Kubik se apresentou em palco os presentes eram ainda poucos mas esse cenário foi-se modificando ao longo do concerto. Concerto que, nas palavras do próprio Victor Afonso se iria dividir entre Metamorphosia e o seu álbum de estreia, Oblique Musique, registo editado em 2001. A transposição desses temas para os concertos faz-se da utilização de uma base programada e da voz e guitarra de Victor Afonso, faz-se de electrónica, jazz em desvario, música de desenhos animados, da escola do corta e cola (os samples) e de muita experimentação. É árdua a tarefa de Kubik.
Não há guitarrista a mandar-se para o chão e, de joelhos, sacar meia dúzia de solos espalhafatosos, não há um Bez para comandar a trupe. É uma actuação onde se trabalha e deve trabalhar a mente primeiro e o corpo depois. Um verdadeiro desafio. Um pouco no espírito do festival, os sons apareceram muitas vezes acompanhados de projecções. No final, Victor Afonso, apesar de alguns problemas técnicos na primeira tentativa, acompanhou com a voz um vídeo de uma espécie de desenho animado que tocava todos os instrumentos num estúdio de cores garridas. Tendo (sobretudo) em conta o propósito deste festival, Kubik foi uma escolha bem acertada, uma justa representação nacional."
André Gomes in http://www.bodyspace.net/ 12 de Dezembro de 2005
/////////////////////////////////////////////////////
"Na sexta, Kubik prova que o que realiza ao vivo é uma eufórica remistura non-stop quase irreconhecível da matéria impressa em disco. A sua voz e sobretudo a guitarra eléctrica em actividade constante são peças centrais no remoldar da matéria porque, entre outras funções, sublinham um apreço por canções pop-rock ao mesmo nível da estima pela vanguarda. A colagem resulta em peças de entretenimento com défice de concentração (é elogio) e unhas afiadas em direcção à cara do espectador - é isso que também explica que a certa altura Kubik se lance a um xilofone como se Martin Denny houvesse sido uma estrela do submundo industrial-tribal."
André Gomes in http://www.bodyspace.net/ 12 de Dezembro de 2005
/////////////////////////////////////////////////////
"Na sexta, Kubik prova que o que realiza ao vivo é uma eufórica remistura non-stop quase irreconhecível da matéria impressa em disco. A sua voz e sobretudo a guitarra eléctrica em actividade constante são peças centrais no remoldar da matéria porque, entre outras funções, sublinham um apreço por canções pop-rock ao mesmo nível da estima pela vanguarda. A colagem resulta em peças de entretenimento com défice de concentração (é elogio) e unhas afiadas em direcção à cara do espectador - é isso que também explica que a certa altura Kubik se lance a um xilofone como se Martin Denny houvesse sido uma estrela do submundo industrial-tribal."
Jorge Manuel Lopes in BLITZ 13 de Dezembro de 2005
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 21 de dezembro de 2008
Cine-concerto na Guarda
Próximo cine-concerto de Kubik "A Felicidade":
Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Kubik em Lisboa - Cine-concerto
Festa de Cinema Periférico 08
20 a 23 Novembro 2008 - São Jorge Lisboa

DOMINGO, 23 NOV. 19h30
KUBIK – "A FELICIDADE" DE ALEKSANDRE MEDVEDKINE
20 a 23 Novembro 2008 - São Jorge Lisboa

DOMINGO, 23 NOV. 19h30
KUBIK – "A FELICIDADE" DE ALEKSANDRE MEDVEDKINE
"A Felicidade" é uma obra-prima relativamente pouco vista, pois o seu realizador só foi realmente reconhecido nos anos 70, graças ao em empenho de Chris Marker. Medvedkine era contemporâneo de Eisenstein, que o admirava e escreveu a seu respeito, mas os seus filmes eram excessivamente originais para o sistema soviético. Em 1932-33, Medvedkine percorreu a Ucrânia num "cine-comboio", com uma equipa que improvisava pequenos filmes com os camponeses nas paragens. Foi desta experiência que nasceu "A Felicidade", um filme em que um estábulo ou um celeiro podem sair andando, um morto pode ressuscitar, um cavalo pode subir a um telhado de colmo para comê-lo, um filme em que o grotesco e o maravilhoso se fundem."
Mais info: www.periferiafilmes.com
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Entrevista
Kubik é Victor Afonso, o músico da Guarda que em 2001 marcou a sua estreia oficial com Oblique Musique, um disco editado pela Zounds. Oblique Music fundia vários universos que passavam pela música electrónica, pela colagem e pelo experimentalismo, e acabou por receber vários prémios e críticas entusiasmantes. A sua carreira musical prosseguiu, quer no que diz respeito ao trabalho desenvolvido através de alter-egos, quer nas constantes colaborações com o cinema (uma área onde se sente em casa), e a lista de projectos onde participou nunca mais tem fim. Um desses projectos consistiu na criação de uma espécie de banda sonora para a história da Guarda: Guarda: A memória das coisas surgiu num CD integrado na revista "Praça Velha". Mas agora Kubik está de volta com Metamorphosia, um disco que conta com as participações de Adolfo Luxúria Canibal (voz), Old Jerusalem (voz), Américo Rodrigues (voz), César Prata (gaita de foles, electrónica e voz), Luís Andrade (guitarra, baixo, programações) e Alberto Rodrigues (saxofone alto). Victor Afonso, com uma disponibilidade impressionante, fala-nos do passado e traz-nos de volta ao seu presente e obviamente, a este novo Metamorphosia.- Como é que foi olhar para o final de 2001 e para “Oblique Musique” e partir para um novo disco? O que é que mudou do primeiro para este segundo disco?
- Depois das óptimas críticas que o “Oblique Musique” recebeu aquando da sua edição, tornou-se, efectivamente, mais complicado “pensar” num novo trabalho. Há sempre aquele estigma de se saber se o álbum sucessor de um disco de estreia consegue igualar ou até superar o predecessor. Mas é óbvio que se trata de um estigma estimulante e motivador. Por isso demorei quatro anos a arquitectar o sucessor de “Oblique Musique”, porque tomei o meu tempo a considerar em que direcção haveria de fazer este disco. Não acredito que tenha havido assim tantas mudanças entre um disco e o outro, antes assumo que houve uma evolução significativa na minha forma de criação musical: desenvolvi ideias que no primeiro eram meramente esboços, melhorei a produção e aprofundei a minúcia de cada som, de cada montagem e manipulação sonoras, abri portas a novas colaborações, redobrei o carácter surreal e aparentemente caótico da minha sonoridade, não deixando quaisquer coordenadas de orientação ao ouvinte (e por isso tentando surpreendê-lo a cada momento, ainda que não de forma gratuita). “Metamorphosia” acaba por ser um disco bem mais elaborado e, quiçá, mais arriscado. É um trabalho de um alquimista dos sons, que os trabalha como se tratassem de peças de puzzle ou de lego com vista à construção de algo original e intrépido.
- Quanto tempo demorou a concepção deste novo “Metamorphosia”?
- A partir do primeiro momento em que decidi avançar para este novo álbum decorreram dois anos. Foi um processo algo longo e demorado, sobretudo para uma pessoa pouco paciente como eu. A demora deveu-se também ao facto de ter tido um maior número de colaborações (Adolfo Luxúria Canibal, Old Jerusalém, Luís Andrade…), o que acarreta sempre uma demora no processo de criação. Basta dizer que os temas em que participam alguns dos músicos convidados demoraram um ano a serem concluídos.
- Como foi lidar com a habitual pressão e a problemática cada vez mais presente do segundo disco?
- Pressão nunca senti muita. Aliás, nem concebo que um músico como eu, independente e alheio à lógica de mercado da indústria discográfica e da comunicação social, sinta alguma vez pressão exterior pela edição de um segundo trabalho. Se alguma pressão senti, entenda-se, foi de índole interior, no que ao processo criativo diz respeito. Com o primeiro álbum não tinha que provar nada, houve uma maior libertação e sentido de aventura no momento de editar o disco. Com este segundo disco, as coisas passaram-se de modo distinto. As comparações serão inevitáveis entre os dois álbuns e o sentido de responsabilização para mim é, quer queira quer não, de maior envergadura. Mas isso é algo perfeitamente normal e pacífico.
- “Metamorphosia” surge dividido em dois espaços abstractos designados por A e B. Em que consiste propriamente a divisão do disco?
- Numa perspectiva eminentemente saudosista, representa ao mesmo tempo um sereno sentido nostálgico pela divisão dos discos de vinil e de cassetes, e também por um assumido carácter conceptual que existe no “Metamorphosia”. Isto é, há claramente esse sentido abstracto de divisão de temas que representa, no fundo, uma estrutura própria do disco, numa divisão quase matemática ou geométrica: o lado A tem 7 temas, o lado B tem outros 7 temas. E há um princípio, meio e fim no disco com três falsos “intros”. Isto tudo fará mais sentido quando se ouvir o disco, dado que há uma lógica estrutural interna com base nesta divisão.
- Além disso, optou por incluir vozes em todos os temas assim como uma maior utilização de instrumentos reais. Porquê? “Metamorphosia” constitui uma aproximação ao formato canção?
- Decididamente, o formato de canção não é algo que eu preze muito. Há, nos meus discos, músicas que obedecem a uma estrutura própria (nem que seja numa estrutura ilógica!), mas nunca se submetem àquele formato rígido de canção standard, com princípio, meio e fim e, - oh heresia! - com refrão. O tema mais próximo desse formato é a remistura que fiz para um tema dos Bypass, mas mesmo aí subverti, deliberadamente, o sentido dinâmico e estrutural desse mesmo formato. Interessa-me muito mais o processo criativo inerente à desestruturação, à fragmentação estética, ao estilhaçar de fronteiras, de limites estilísticos. E o facto de ter utilizado em “Metamorphosia” mais instrumentos ditos “reais” e mais vozes, não significa, tacitamente, que tenha recorrido ao formato de canção tradicional. Longe disso…
- Este novo disco conta com as participações de Adolfo Luxúria Canibal (voz), Old Jerusalem (voz), Américo Rodrigues (voz), César Prata (gaita de foles, electrónica e voz), Luís Andrade (guitarra, baixo, programações) e Alberto Rodrigues (saxofone alto). Tendo em conta a diversidade dos músicos e das suas áreas de acção, pode-se dizer que “Metamorphosia” percorre vários caminhos dentro do mesmo percurso?
- É uma boa definição. Na capa do disco vem impressa uma afirmação de um compositor italiano do início do século - Ferruccio Busonni - que resume na perfeição a ideia do projecto Kubik - “a música nasceu livre, e o seu destino é ganhar essa liberdade”. Ou seja, partilho muito dessa ideia de que a arte deve manifestar-se livremente, rompendo fronteiras, padrões estandardizados, numa via de busca incessante de novas formas de expressão. A história da arte prova que os movimentos artísticos - da música ao cinema ou à literatura - mais ricos e fracturantes foram aqueles que romperam esses padrões e revelaram inéditas formas de criação – surrealismo, dadaísmo, vanguarda soviética, free-jazz, electrónica experimental, Fluxus, etc. O meu trabalho musical é, por isso, fundamentalmente “livre”, espartilha-se numa espécie de bricolage electrónica multi-tentacular, não revelando quaisquer compromissos de ordem estética com este ou aquele estilo ou tendência. Por conseguinte, os músicos colaboradores, todos oriundos de universos bem distintos entre si, acabaram por me ajudar a trilhar essa pesquisa de novas formas de experimentação, que é o que mais me interessa.
- Acaba por ser curiosa a participação de Francisco Silva (Old Jerusalem) em "Metamorphosia", visto serem dois projectos aparentemente tão distintos…
- No tal sentido de procura de novas formas de expressão libertária de que falei anteriormente, o convite ao Old Jerusalém veio permitir isso mesmo: o confronto de sensibilidades e universos sonoros aparentemente antagónicos ou inconciliáveis. O Francisco Silva gostou muito do meu primeiro disco, aconteceu conhecê-lo pessoalmente numa actuação de Old Jersualem na Guarda e aproveitei para convidá-lo a participar neste disco. Achou o desafio fantástico e aceitou de imediato. E deu um excelente contributo para o tema “I’m a Vampire, I’m Disgust”, uma música que irá surpreender muita gente, precisamente porque o trabalho vocal do Francisco afasta-se muito daquilo que conhecemos do projecto Old Jerusalem. Ou seja, o Francisco soube adaptar-se brilhantemente ao universo sonoro “kubikiano” (tal como os outros convidados, diga-se). Foi uma colaboração bastante frutífera para ambas as partes, uma colaboração entrosada como peças de um relógio suíço.
- Ao longo da sua carreira, nota-se a predilecção pela composição de bandas sonoras. É um mundo que o encanta particularmente?
- A música e o cinema (e também o teatro) são as duas áreas artísticas que me fascinam desde miúdo. De resto, antes de ter enveredado por um curso superior de música ponderei entrar para o curso de cinema… Sou um cinéfilo inveterado, tenho muitos mais livros sobre cinema do que sobre música e sempre tive a paixão pela descoberta e experimentação da relação entre o som e a imagem, desde os primórdios do cinema. Quanto ao teatro, já tive 5 experiências de composição de bandas sonoras originais, assim como música para performance, vídeo e cinema. O trabalho de construção de bandas sonoras para estas áreas é bastante peculiar e motivante. Sou grande admirador do expressionismo alemão e da vanguarda soviética e o afã de experimentar este campo de relação som-imagem levou-me a arriscar criar uma banda sonora original para o filme mudo surrealista “Un Chien Andalou” (1928) da dupla Luís Buñuel e Salvador Dali.
- Em 2004 foi convidado pessoalmente por Mike Patton para actuar na primeira parte do concerto dos Fantômas na Aula Magna, em Lisboa. Como é que foi a experiência?
- Detestável!... Não, foi óptima. Na verdade, já tinha sido excelente o facto do Mike Patton ter manifestado gostar imenso do “Oblique Musique”, depois, mais extraordinário ainda, o facto de me ter convidado pessoalmente para abrir o concerto dos Fantômas na Aula Magna, foi algo completamente fabuloso. Esta consideração crítica favorável do Mike pelo meu trabalho é algo que contribuiu, em larga escala, para um maior reconhecimento do projecto Kubik. É claro que havia muita gente na Aula Magna que não fazia ideia quem eu era, uma espécie de extraterrestre solitário a fazer música bizarra antes dos Fantômas (alguns pensaram mesmo que eu era uma “banda” estrangeira de suporte da digressão da banda do Mike!), mas acabou por ser uma experiência única, valha a verdade.
www.bodyspace.net
Maio 2005
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Crítica ao cine-concerto "A Felicidade"
"Victor Afonso, ou Kubik, é um músico multi-instrumentista da Guarda, galardoado pelo jornal Público em 2005, que conta já com diversos discos editados (entre os quais se contam edições nas netlabels Test Tube e MiMi Records - este último que contou com referência aqui) para além de alguns concertos extra-muros, nomeadamente em cidades como Madrid, Barcelona e Londres e convites para musicar filmes mudos de Luís Buñuel, René Clair e mais recentemente, no âmbito do Festival Escrita na Paisagem, o filme "A Felicidade" do cineasta russo Alexander Medvedkine. Foi este projecto o motivo da sua presença, esta noite (dia 27), na FNAC, em Coimbra.
Para apresentar a sua visão sonora desta comédia dramática, surrealista e provocadora de 1934, que ousou criticar o, então, jovem regime bolchevique.Quem já teve algum contacto com a música de Kubik sabe que ela é essencialmente imagética, daí que o resultado deste trabalho não sendo propriamente surpreendente é, ainda assim, magistral. Fazendo uso do seu laptop e de um vasto arsenal de instrumentos musicais: guitarra, concertina, flauta, harmónica, e mais alguns que não corros o risco de designar por não saber ou ter receio de errar, Kubik capta e transmite na perfeição a essência e os ritmos do filme, sendo a sua banda sonora um complemento perfeito a uma narrativa que joga com as constantes reviravoltas nas relações entre as pessoas e os seus interesses, as suas forças e as suas fraquezas.Em conversa com o Victor, no final da projecção, tive oportunidade de saber que ele conta levar este projecto a mais algumas salas deste país, pelo que aconselho, vivamente, a que estejam atentos e se puderem não percam. Mais uma vez: parabéns Victor."
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Kubik - Percursos musicais
Victor Afonso nasceu em 1969. Iniciou os estudos musicais aos 10 anos de idade, estudando guitarra clássica e piano. Após várias passagens por grupos musicais efémeros, funda o grupo de rock alternativo Nihil Aut Mors, em 1987. Este projecto tocou ao vivo em diversas cidades portuguesas e espanholas e editou duas maquetas (“Nihil Aut Mors” e “Super”)
Em 1994 concluiu a Licenciatura em Educação Musical pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda.
Realizou ao longo dos anos workshops e acções de formação com músicos como Nuno Rebelo, Carlos Zíngaro, Günter Müller, Tim Hodgkinson, Marco Franco, Victor Nubla, Luís Desirat, Pierre Van Wauve, António Victorino de Almeida, Luís Lapa, Cristina Fernandes, etc...
Enquanto compositor e músico, compôs a banda sonora original para quatro peças de teatro de uma companhia teatral independente da Guarda – “Aquilo Teatro”, entre 1993 e 2001.
1995/96: Desenvolveu um projecto a solo designado La Sinistre Main Gauche, no qual explora as potencialidades MIDI entre o computador, sintetizadores, guitarra eléctrica e electrónica diversa.
Em Maio, 1995 Tocou na inauguração da exposição de pintura de Kim Prisu.
Em 1995 desenvolveu um projecto musical multimédia com outro guitarrista (João Paulo Trabulo) designado Exploding Trip Inevitable, dando quatro espectáculos ao vivo (Guarda, Covilhã, Viseu e Portalegre).
Colaborou durante um ano, tocando viola-baixo, com o grupo hip-hop/rap/jungle FACTOR ACTIVO, da Covilhã.
1998, colaborou com o artista plástico espanhol Domingo Sanches Blanco (Salamanca), compondo uma banda sonora original (que foi posteriormente editada em CD) apresentada ao vivo na ARCO - Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid, dia 13 de Fevereiro de 1999.
Compôs a banda sonora/efeitos sonoros para um documentário sobre aldeias históricas de João Paulo Trabulo.
1999, Abril: o projecto Grozni (alter-ego de Victor Afonso) fica classificado em segundo lugar nos Prémios Maqueta 99, na categoria de “Melhor Maqueta de Dança”.
1998, Fevereiro: criação do projecto KUBIK, dentro do âmbito da música electrónica e múltiplos géneros afins.
1999, Março: Cerimónia de entrega dos “Prémios Maqueta 1999” – Kubik vencedor em 4 categorias: Prémio “Melhor Maqueta de Dança”; Prémio de Imprensa “Jornal de Notícias”; Prémio de Imprensa “Correo Galego” (Vigo) e Prémio “Musicnet”. A maqueta de KUBIK foi a segunda maqueta mais votada pelo júri - das 105 a concurso de todo o país.
2001, Março: Victor Afonso (Kubik) assina um contrato discográfico com a editora de Lisboa Sabotage.
2001, Junho: Composição de uma banda sonora original para o filme “Que Tenhas Tudo o Que Desejas”, do realizador Pedro Caldas.
2003, Março: composição da música para a exposição “A B.D. a P.B. – a Banda Desenhada a Preto e Branco”, no Paço da Cultura da Guarda.
2003, Junho: composição da banda sonora original do filme mudo “Un Chien Andalou” de Luís Buñuel e Salvador Dali – apresentação na Mediateca da Guarda, Fnac do Porto, Universidade da Covilhã, Cineclube de Guimarães e Viseu.
2004, Abril: composição e montagem sonora do trabalho “Sons a Negro – Uma Experiência Sonora na Escuridão”
2004, Setembro: faz uma remix de um tema do grupo NORTON para edição em CD de colectânea de remisturas.
2005. Outubro: compõe a banda sonora original do filme mudo “Entr’Acte” de René Clair, com acompanhamento da Orquestra de Percussão e Coro Misto da Covilhã – Encomenda do Festival de Cinema do Fundão – IMAGO
Em Agosto de 2006 é convidado pela associação “Escrita na Paisagem” (Évora) para reciclar esteticamente o filme português “João Ratão” de Jorge Brum do Canto com música original.
2006, Agosto: composição de banda sonora original da peça de teatro “O Concluio de Becket, Ionesco e Salazar contra o Jovem Autor" de Luiz de Castro estreado em Setembro 2006 no Teatro das Beiras (Covilhã)
2006-2007: Composição de música original para a coreografia/performance “INVENTÁRIO” de Joclécio Azevedo a estrear em Fevereiro de 2007 na Culturgest (Lisboa)
2006, Dezembro: trabalho de sonoplastia e composição musical para a peça “Cozinha Canibal” de Roland Topor, pela estrutura teatral “Project~ do Teatro Municipal da Guarda
2007, Outubro: composição da banda sonora original para exposição de Vik Muniz no Museu da Electricidade de Lisboa e respectivo anúncio publicitário na TV.
2008, Fevereiro: composição de música original para desfile “O Enterro e Julgamento do Galo”, Guarda.
2008, Março: remistura de música do grupo americano Cavedoll
2008, remistura de música do grupo de Macau Evade (música electrónica)
2008, Maio: composição de música original para peça de teatro infantil “Os Duendes do Lago”, TMG, Guarda.
2008, Agosto: encomenda do Festival Escrita na Paisagem para a criação de uma banda sonora original do filme “A Felicidade” (1934) de Alexander Medvedkine.
Em 1994 concluiu a Licenciatura em Educação Musical pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda.
Realizou ao longo dos anos workshops e acções de formação com músicos como Nuno Rebelo, Carlos Zíngaro, Günter Müller, Tim Hodgkinson, Marco Franco, Victor Nubla, Luís Desirat, Pierre Van Wauve, António Victorino de Almeida, Luís Lapa, Cristina Fernandes, etc...
Enquanto compositor e músico, compôs a banda sonora original para quatro peças de teatro de uma companhia teatral independente da Guarda – “Aquilo Teatro”, entre 1993 e 2001.
1995/96: Desenvolveu um projecto a solo designado La Sinistre Main Gauche, no qual explora as potencialidades MIDI entre o computador, sintetizadores, guitarra eléctrica e electrónica diversa.
Em Maio, 1995 Tocou na inauguração da exposição de pintura de Kim Prisu.
Em 1995 desenvolveu um projecto musical multimédia com outro guitarrista (João Paulo Trabulo) designado Exploding Trip Inevitable, dando quatro espectáculos ao vivo (Guarda, Covilhã, Viseu e Portalegre).
Colaborou durante um ano, tocando viola-baixo, com o grupo hip-hop/rap/jungle FACTOR ACTIVO, da Covilhã.
1998, colaborou com o artista plástico espanhol Domingo Sanches Blanco (Salamanca), compondo uma banda sonora original (que foi posteriormente editada em CD) apresentada ao vivo na ARCO - Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid, dia 13 de Fevereiro de 1999.
Compôs a banda sonora/efeitos sonoros para um documentário sobre aldeias históricas de João Paulo Trabulo.
1999, Abril: o projecto Grozni (alter-ego de Victor Afonso) fica classificado em segundo lugar nos Prémios Maqueta 99, na categoria de “Melhor Maqueta de Dança”.
1998, Fevereiro: criação do projecto KUBIK, dentro do âmbito da música electrónica e múltiplos géneros afins.
1999, Março: Cerimónia de entrega dos “Prémios Maqueta 1999” – Kubik vencedor em 4 categorias: Prémio “Melhor Maqueta de Dança”; Prémio de Imprensa “Jornal de Notícias”; Prémio de Imprensa “Correo Galego” (Vigo) e Prémio “Musicnet”. A maqueta de KUBIK foi a segunda maqueta mais votada pelo júri - das 105 a concurso de todo o país.
2001, Março: Victor Afonso (Kubik) assina um contrato discográfico com a editora de Lisboa Sabotage.
2001, Junho: Composição de uma banda sonora original para o filme “Que Tenhas Tudo o Que Desejas”, do realizador Pedro Caldas.
2003, Março: composição da música para a exposição “A B.D. a P.B. – a Banda Desenhada a Preto e Branco”, no Paço da Cultura da Guarda.
2003, Junho: composição da banda sonora original do filme mudo “Un Chien Andalou” de Luís Buñuel e Salvador Dali – apresentação na Mediateca da Guarda, Fnac do Porto, Universidade da Covilhã, Cineclube de Guimarães e Viseu.
2004, Abril: composição e montagem sonora do trabalho “Sons a Negro – Uma Experiência Sonora na Escuridão”
2004, Setembro: faz uma remix de um tema do grupo NORTON para edição em CD de colectânea de remisturas.
2005. Outubro: compõe a banda sonora original do filme mudo “Entr’Acte” de René Clair, com acompanhamento da Orquestra de Percussão e Coro Misto da Covilhã – Encomenda do Festival de Cinema do Fundão – IMAGO
Em Agosto de 2006 é convidado pela associação “Escrita na Paisagem” (Évora) para reciclar esteticamente o filme português “João Ratão” de Jorge Brum do Canto com música original.
2006, Agosto: composição de banda sonora original da peça de teatro “O Concluio de Becket, Ionesco e Salazar contra o Jovem Autor" de Luiz de Castro estreado em Setembro 2006 no Teatro das Beiras (Covilhã)
2006-2007: Composição de música original para a coreografia/performance “INVENTÁRIO” de Joclécio Azevedo a estrear em Fevereiro de 2007 na Culturgest (Lisboa)
2006, Dezembro: trabalho de sonoplastia e composição musical para a peça “Cozinha Canibal” de Roland Topor, pela estrutura teatral “Project~ do Teatro Municipal da Guarda
2007, Outubro: composição da banda sonora original para exposição de Vik Muniz no Museu da Electricidade de Lisboa e respectivo anúncio publicitário na TV.
2008, Fevereiro: composição de música original para desfile “O Enterro e Julgamento do Galo”, Guarda.
2008, Março: remistura de música do grupo americano Cavedoll
2008, remistura de música do grupo de Macau Evade (música electrónica)
2008, Maio: composição de música original para peça de teatro infantil “Os Duendes do Lago”, TMG, Guarda.
2008, Agosto: encomenda do Festival Escrita na Paisagem para a criação de uma banda sonora original do filme “A Felicidade” (1934) de Alexander Medvedkine.
Kubik live - 3
Ao vivo em Évora - 27 Agosto 2008
Cine-concerto: Filme mudo "A Felicidade" (1934) de Alexander Medvedkine com música ao vivo
Cine-concerto: Filme mudo "A Felicidade" (1934) de Alexander Medvedkine com música ao vivo
domingo, 28 de setembro de 2008
Críticas ao disco "Metamorphosia" - 2005

“Kubik, com “Oblique Musique” de 2001 – o melhor disco nacional de electrónica desse ano, escancarou meia dúzia de janelas sobre a paisagem surreal-electrónica nacional. Agora “Metamorphosia” torna-se num disco de culto da música portuguesa”
João Lisboa, EXPRESSO
“Metamorphosia” is an amazing record. Kubik is moving into a particular universe, very special. It is a fantastic record and a fantastic music… it is a monster!” MIKE PATTON
“Kubik em excelente disco de corte e costura e repleto de explosões criativas à Mike Patton” – Gonçalo Frota, BLITZ
“Metamorphosia” é um disco de absoluta liberdade, criatividade esfuziante, colagens improváveis de tá aqui a sons e, claro, de difícil catalogação, que tanto pode agradar à tribo da electrónica experimental e da pop alternativa como aos amantes da música contemporânea sem concessões.” Pedro Dias de Almeida, VISÃO
“Metamorphosia”, o segundo disco de Kubik, é seguramente um dos melhores discos portugueses de 2005. Mas é mais do que isso; é uma obra plena de inventividade, não só a partir de produção alheia, e criatividade.” – Davide Pinheiro, DIÁRIO DE NOTÍCIAS
“Metamorphosia é experimentação e faceta lúdica dos materiais sonoros. Um disco cheio de pormenores, em que cada audição reparamos nas camadas e camadas de pequenos sons que Victor Afonso se divertiu a criar e a pôr na sua música”
“Kubik em excelente disco de corte e costura e repleto de explosões criativas à Mike Patton” – Gonçalo Frota, BLITZ
“Metamorphosia” é um disco de absoluta liberdade, criatividade esfuziante, colagens improváveis de tá aqui a sons e, claro, de difícil catalogação, que tanto pode agradar à tribo da electrónica experimental e da pop alternativa como aos amantes da música contemporânea sem concessões.” Pedro Dias de Almeida, VISÃO
“Metamorphosia”, o segundo disco de Kubik, é seguramente um dos melhores discos portugueses de 2005. Mas é mais do que isso; é uma obra plena de inventividade, não só a partir de produção alheia, e criatividade.” – Davide Pinheiro, DIÁRIO DE NOTÍCIAS
“Metamorphosia é experimentação e faceta lúdica dos materiais sonoros. Um disco cheio de pormenores, em que cada audição reparamos nas camadas e camadas de pequenos sons que Victor Afonso se divertiu a criar e a pôr na sua música”
Rodrigo Nogueira, BODYSPACE.NET
“O que é Metamorhposia? Estilhaços. Recontextualização. Imagética. Dadaísmo, surrealismo, MontyPythonismo. Free Jazz para o século XXII. Prog para o século XXII. Liberdade para o século XXII. Liberdade. Grande liberdade.”
“O que é Metamorhposia? Estilhaços. Recontextualização. Imagética. Dadaísmo, surrealismo, MontyPythonismo. Free Jazz para o século XXII. Prog para o século XXII. Liberdade para o século XXII. Liberdade. Grande liberdade.”
João Bonifácio, PÚBLICO Y
“Victor Afonso do projecto Kubik é um dos poucos músicos portugueses que pretende e consegue romper os limites que a música, por vezes, parece pressupor”
“Victor Afonso do projecto Kubik é um dos poucos músicos portugueses que pretende e consegue romper os limites que a música, por vezes, parece pressupor”
André Tiago Gomes, MONDO BIZARRE
“O novo disco de Kubik, “Metamorphosia” é altamente recomendável: no labirinto desta obra de constantes metamorfoses reencontramos o Victor Afonso mais experimental, aquele que se tem revelado na sua faceta de improvisador, mas com maior evidência ainda o que se interessa pela pop e pela música popular em geral, incluindo as franjas mais criativas deste universo, que vai de beats electrónicos a riffs de heavy metal, da world music ao sampling”
“O novo disco de Kubik, “Metamorphosia” é altamente recomendável: no labirinto desta obra de constantes metamorfoses reencontramos o Victor Afonso mais experimental, aquele que se tem revelado na sua faceta de improvisador, mas com maior evidência ainda o que se interessa pela pop e pela música popular em geral, incluindo as franjas mais criativas deste universo, que vai de beats electrónicos a riffs de heavy metal, da world music ao sampling”
Rui Eduardo Paes, www.rep.no.sapo.pt
“Kubik propõe uma exploração caleidoscópica, dançável e divertida - “Metamorphosia” é tal e qual. Um espécime a preservar junto de outras raridades.”
“Kubik propõe uma exploração caleidoscópica, dançável e divertida - “Metamorphosia” é tal e qual. Um espécime a preservar junto de outras raridades.”
Filipe Pedro, FEST FORWARD
“Metamorphosia” é um disco deliciosamente estranho. Feito de uma beleza rara e crivado de sabores que se vão descobrindo ao virar de cada esquina. Victor Afonso continua fiel aos princípios que norteiam a sua música: experimentação e procura de novos terrenos estéticos”, Nuno Ávila, www.santosdacasa.blogspot.com
“O melhor disco nacional do ano, “Metamorphosia” é um disco imperdível.” A manipulação sonora é o denominador comum de “Metamorphosia” e o veio essencial da metamorfose musical do universo de Kubik, um labirinto conceptual e híbrido, um mundo uno e indivisível, um terreno bravio que apetece explorar ao milímetro. Desse espaço sónico provém um fluído invulgar, produto misterioso e progressista de um génio tímido cuja assinatura um lastro quase dadaísta, qual salteador que rouba pedaços de música ao seu habitat e os sobrepõem em encenações imagéticas multi-camadas, de cargas energéticas contrastantes.
“Metamorphosia” é um disco deliciosamente estranho. Feito de uma beleza rara e crivado de sabores que se vão descobrindo ao virar de cada esquina. Victor Afonso continua fiel aos princípios que norteiam a sua música: experimentação e procura de novos terrenos estéticos”, Nuno Ávila, www.santosdacasa.blogspot.com
“O melhor disco nacional do ano, “Metamorphosia” é um disco imperdível.” A manipulação sonora é o denominador comum de “Metamorphosia” e o veio essencial da metamorfose musical do universo de Kubik, um labirinto conceptual e híbrido, um mundo uno e indivisível, um terreno bravio que apetece explorar ao milímetro. Desse espaço sónico provém um fluído invulgar, produto misterioso e progressista de um génio tímido cuja assinatura um lastro quase dadaísta, qual salteador que rouba pedaços de música ao seu habitat e os sobrepõem em encenações imagéticas multi-camadas, de cargas energéticas contrastantes.
António Pinto, www.apartes.blogspot.com
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